quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Formação do Sistema Urinário


Bom dia pessoal, aqui é o André . Hoje vim  contar sobre o desenvolvimento do sistema urinário que está intimamente associado ao do sistema genital. Ambos se desenvolvem a partir de uma diferenciação do mesoderma intermediário, a crista urogenital, localizada ao longo da parede posterior da cavidade abdominal. Dr. Ricardo me explicou tudo direitinho como funciona a formação.

Começa com os Rins e Ureteres, uma parte da crista urogenital forma o sistema urinário, o cordão nefrogênico. Desse cordão derivam três conjuntos de órgãos excretores no sentido crânio-caudal. O primeiro é o pronefro, que aparece no início da quarta semana de gestação e não é funcional. Porém os ductos pronéfricos originados do pronefro persistem e são utilizados pelos rins seguintes. O segundo par de rins é uma estrutura provisória chamada mesonefro, que se desenvolve a partir da quarta semana e desaparece após 4 semanas. Os túbulos desse sistema excretor provisório se abrem nos ductos mesonéfricos, que eram os ductos pronéfricos. Já o metanefro, que origina os rins permanentes, se desenvolve a partir da quinta semana. Os rins permanentes se desenvolvem a partir do divertículo metanéfrico e da massa metanéfrica de mesoderma intermediário. O divertículo metanéfrico, uma evaginação do ducto mesonéfrico, forma o ureter, a pelve renal, os cálices e tubos coletores. O ducto penetra na massa metanéfrica e se dilata, formando a pelve renal, e se divide em porções cranial e caudal, os cálices maiores. Esses cálices vão se ramificando e formando gerações de ramificações que posteriormente formarão os cálices menores e as pirâmides renais. A massa metanéfrica do mesoderma intermediário é induzida pelos túbulos coletores a formar vesículas metanéfricas, que se alongam, formando os túbulos metanéfricos, os quais se desenvolvem e têm suas extremidades invaginadas pelos glomérulos. Os néfrons confluem para os túbulos coletores. A ramificação do divertículo metanéfrico depende da indução pelo mesoderma metanefrogênico e a diferenciação dos néfrons, da indução pelos túbulos coletores.O rim ascende gradualmente conforme o embrião cresce, porém é uma ascensão relativa, consequente do crescimento mais pronunciado do embrião na direção oposta aos rins. Durante essa migração, o rim gira medialmente quase 90 graus e seu hilo fica voltado para a porção medial do embrião. Conforme ascende no embrião, o rim recebe suprimento arterial de diferentes ramos arteriais, a princípio de ramos das artérias ilíacas, posteriormente de ramos da aorta abdominal.

Bexiga

Já no desenvolvimento da bexiga ocorre principalmente a partir da parte vesical do seio urogenital, sendo ela é inicialmente contínua com a alantóide, a qual sofre constrição e se torna um cordão fibroso, o úraco, que une o umbigo ao ápice da bexiga. A bexiga em recém-nascidos e crianças se localiza no abdome, só se tornando um órgão pélvico após a puberdade.

Bom pessoal, por hoje é só, voltarei depois com mais informações.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Treinamento.

Olá pessoal, hoje eu e Júlia estamos muito felizes. O Dr. Ricardo nos explicou que o bebê já “treina respirar” antes mesmo de nascer. Ele faz isso com a ajuda do líquido amniótico.
É assim, o âmnio forma um saco amniótico membranoso cheio de líquido, que envolve o embrião e o feto. Com o aumento do âmnio, ele oblitera gradualmente a cavidade coriônica e forma o revestimento epitelial do cordão umbilical. O líquido amniótico desempenha um papel importante no crescimento e desenvolvimento fetais. Inicialmente, ele é derivado do líquido tecidual materno por difusão através da membrana amniocoriônica da decídua parietal. Um pouco de líquido é secretado pelas células amnióticas. Mais tarde, há difusão de líquido através da placa coriônica a partir do sangue presente no espaço interviloso da placenta. Antes de ocorrer a queratinização da pele (formação de queratina), ela é a principal via para a passagem de água e solutos do líquido tecidual do feto para a cavidade amniótica. O líquido também é secretado pelos tratos respiratório e gastrointestinal fetal e entra na cavidade amniótica. No início da 11º semana, o feto contribui para o líquido amniótico, expelindo urina na cavidade amniótica.
O teor de água do líquido amniótico muda a cada 3 horas. Grandes quantidades de água passam através da membrana amniocoriônica para o líquido tecidual materno e para os capilares uterinos. Também existe uma troca de líquido com o sangue fetal através do cordão umbilical e no local onde o âmnio adere à placa coriônica sobre a superfície fetal da placenta; assim, o líquido amniótico está em equilíbrio com a circulação fetal.
O líquido amniótico é deglutido pelo feto e absorvido pelos tratos respiratório e digestório fetais. Estimou-se que, durante as fases finais da gravidez, o feto deglute até 400ml de líquido amniótico diariamente. O líquido é absorvido pelo trato gastrointestinal e passa para a corrente sanguínea fetal. Os produtos residuais atravessam a membrana placentária e entram no sangue materno no espaço interviloso. O excesso de água o sangue fetal é excretado pelos rins fetais e retorna para o saco amniótico através do trato urinário fetal.
Praticamente todo o líquido na cavidade amniótica é formado por água, na qual o material não dissolvido está suspenso (tal como células epiteliais fetais descamadas). O líquido amniótico contém porções aproximadamente iguais de compostos orgânicos dissolvidos e sais orgânicos. Metade dos constituintes orgânicos são de proteínas; a outra metade é composta de carboidratos, gorduras, enzimas, hormônios e pigmentos. Com o avanço da gravidez, a composição do líquido amniótico muda, devido ao acréscimo da urina fetal. Como a urina fetal entra no líquido amniótico, sistemas enzimáticos fetais, aminoácidos, hormônios e outras substâncias podem ser estudados examinando-se líquido removido por amniocentese.


Não vejo a hora do meu menininho ou menininha nascer. Meu coração se enche de alegria só de pensar. Até mais, abraços.  

Desenvolvimento.

Boa tarde meus amigos, aqui é a Júlia. Estava hoje conversando com minha mãe e ela me contou uma coisa incrível.

Ela estava me explicando sobre o transporte placentário, ela me disse que o transporte de substâncias em ambas as direções entre a placenta e o sangue materno é facilitado pela grande área de superfície da membrana placentária. Quase todos os materiais são transportados através da membrana placentária por um dos quatro principais mecanismos de transporte: difusão simples, difusão facilitada, transporte ativo e pinocitose.
·Transporte passivo por difusão simples: é normalmente característico de substâncias que se deslocam de áreas de maior para menor concentração até que o equilíbrio seja estabelecido.
·   Difusão facilitada: requer um transportador, mas sem energia.
· Transporte ativo: contra um gradiente de concentração, requer energia. Este mecanismo de transporte pode envolver moléculas transportadoras que temporariamente combinam-se com as substâncias a serem transportadas.
·  Pinocitose: é uma forma de endocitose em que o material a ser englobado é uma pequena quantidade de líquido extracelular. Algumas proteínas são transferidas muito lentamente através da placenta por pinocitose.
Perguntei para ela como sabia de tudo isso e ela falou que quando estava grávida da Janaína pesquisou e perguntou tudo que podia para o médico. Legal né?!
E não para por aí, ela também me explicou sobre o cordão umbilical. Descobri que ele é formado a partir do saco amniótico, do alantoide e da vesícula umbilical e que geralmente apresenta 1 a 2 cm de diâmetro e 30 a 90 cm de comprimento. A ultrassonografia Doppler pode ser utilizada para diagnóstico pré-natal da posição e de anomalias estruturais que podem se fazer presentes. Minha mãe é mesmo ótima não é mesmo?! Até a próxima pessoal. Beijos! 

Primeiros suspiros.

Boa noite pessoal, aqui é o André. Vim contar para vocês como foi nosso dia de visita com o Dr. Ricardo.

Hoje o doutor nos explicou como é a circulação sanguínea do meu neném. Estava ansioso para contar logo. Bom, o sangue pouco oxigenado deixa o feto através das artérias umbilicais. No local em que o cordão umbilical se fixa à placenta, estas artérias dividem-se em uma série de artérias coriônicas dispostas radialmente que se ramificam livremente na placa coriônica antes de entrar nas vilosidades coriônicas. Os vasos sanguíneos formam um extenso sistema arteriocapilar venoso dentro das vilosidades coriônicas que mantém o sangue fetal extremamente próximo do sangue materno. Este sistema proporciona uma área de superfície muito grande para a troca de produtos metabólicos e gasosos entre o sangue fetal e o materno. Normalmente, não há mistura de sangue fetal e materno. O sangue fetal bem oxigenado no capilar fetal passa dentro das paredes delgadas das veias que seguem as artérias coriônicas para o local de fixação ao cordão umbilical, onde elas convergem para formar a veia umbilical. Este grande vaso carrega sangue rico em oxigênio para o feto.
Perguntei para ele como que a mãe auxilia nesse processo, ele me disse que o sangue materno entra no espaço interviloso através de 80 a 100 artérias espiraladas na decídua basal. O sangue que entra possui a pressão consideravelmente mais elevada do que a do espaço interviloso, de modo que jorra para a placa coriônica. À medida que a pressão se dissipa, o sangue flui lentamente em torno das vilosidades, permitindo a troca de produtos metabólicos e gasosos com o sangue fetal. O sangue retorna através das veias endometriais para a circulação materna. O espaço interviloso da placenta madura contém aproximadamente 150ml de sangue, repostos três ou quatro vezes por minuto.
Eu li que normalmente o sangue materno não se mistura com o sangue fetal, funciona como uma serpentina sabe?! O sangue flui exercendo sua função, mas sem entrar em contato. Por hoje foi isso, até a próxima. 

Estrutura importante.

Boa tarde pessoal, aqui é a Júlia. Hoje vim compartilhar com vocês mais descobertas incríveis que eu e o André tivemos. Ele estava super curioso para pesquisar mais sobre placenta, resolvi ajudar e de quebra contar para vocês.

Hoje pesquisamos sobre o desenvolvimento da placenta. Pensamos que seria incrível saber como se desenvolve essa importante estrutura que ajuda meu sobrinho a se nutrir.
Bom, o desenvolvimento placentário precoce caracteriza-se pela rápida proliferação do trofoblasto e desenvolvimento das vilosidades coriônicas e saco coriônico. Até o final da 3º semana, os arranjos anatômicos necessários para trocas fisiológicas entre a mãe e o embrião estão estabelecidos. Até o final da 4º semana, uma complexa rede vascular se desenvolve na placenta, possibilitando o intercâmbio de gases, nutrientes e resíduos de produtos metabólicos entre mãe e embrião. As vilosidades coriônicas cobrem todo o saco coriônico até o início da 8º semana. Conforme este saco cresce, as vilosidades associadas com a decídua capsular são comprimidas, reduzindo o suprimento de sangue para elas. Essas vilosidades logo se degeneram e produzem uma área nua relativamente avascular, o córion liso. À medida que essas vilosidades desaparecem, aquelas associadas com a decídua basal rapidamente aumentam em número, ramificam-se profusamente e aumentam. Esta parte do saco coriônico é conhecida como córion viloso ou córion frondoso.
Junto com o desenvolvimento da placenta, veio para nós uma explicação sobre a junção fetomaternal. A parte fetal da placenta (córion viloso) é fixada à parte materna da placenta (decídua basal) pela capa citotrofoblástica, a camada externa de células trofoblásticas na superfície materna da placenta. As vilosidades coriônicas, que são presas firmemente à decídua basal através da capa citotrofoblástica, ancoram o saco coriônico à decídua basal. Artérias e veias endometriais passam livremente através de aberturas na capa citotrofoblástica e abrem-se no interior do espaço interviloso.
A forma da placenta é determinada pela forma da área de vilosidades coriônicas persistentes. Normalmente é uma área circular, dando à placenta uma forma discoide. Como as vilosidades coriônicas invadem a decídua basal durante a formação da placenta, o tecido decidual é erodido para ampliar o espaço interviloso. Esta erosão produz várias áreas cuneiformes da decídua - septos placentários - que se projetam para a placa coriônica. Os septos placentários dividem a parte fetal da placenta em áreas irregulares convexas chamadas cotilédones. Cada cotilédone consiste em duas ou mais vilosidades-tronco e muitas vilosidades ramificadas.
A decídua capsular, a camada superposta sobre o saco coriônico implantado, forma uma cápsula sobre a superfície externa do saco. Com o crescimento do concepto, a decídua capsular salienta-se para dentro da cavidade uterina e torna-se muito delgada. Com o desenvolvimento, as partes da decídua capsular fazem contato e se fundem com a decídua parietal, obliterando lentamente a cavidade uterina. Com 22 a 24 semanas, a redução do suprimento sanguíneo para a decídua capsular faz com que ela se degenere e desapareça.
Nunca pensei que a placenta fosse assim gente, sempre pensei como o André, “bolsa que protege o bebê”. Como é bom podermos adquirir conhecimento não é mesmo?! Voltamos logo mais com mais notícias. Beijos ! 

Dia de descobertas.

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Hoje estou aqui para contar descobertas incríveis que fiz. Fomos realizar mais um ultrassom para vermos meu lindo bebezinho. Perguntei para o médico sobre a placenta, sobre o que pode ocorrer caso algo saia dos planos, já ouvi falar em descolamento da mesma e fiquei preocupado.
O médico me disse que o descolamento é uma situação séria que acontece quando a placenta se separa total ou parcialmente do útero antes de o bebê nascer. Quando isso ocorre, o suprimento de oxigênio e de nutrientes para o bebê pode ficar comprometido e pode ocorrer um sangramento grave, perigoso tanto para o filho quanto para a mãe.

Esse tipo de condição aumenta o risco de a criança ter problemas para crescer dentro do útero (se o rompimento é pequeno e passa despercebido), de nascer prematuramente ou até, em casos extremos, de não sobreviver.
O descolamento de placenta é mais comum no terceiro trimestre, embora possa aparecer em qualquer ponto da gravidez depois de 20 semanas.
Fiquei bastante curioso também para saber como se forma essa estrutura que pode causar tantos problemas, depois que me tornei pai quero poder saber de cada partezinha que ajuda meu filho a se formar.
O Dr. Ricardo me disse que a placenta é um órgão fetomaternal que tem dois componentes, a porção fetal, que se desenvolve de uma parte do saco coriônico e a porção materna, que se deriva do endométrio. Descobri que ela, juntamente com o cordão umbilical, forma o sistema de transporte para substâncias que passam entre a mãe e o feto.
Pessoal, antes eu achava que a placenta era uma bolsa, que protegia o bebê. Achava que era ela quem se rompia no trabalho de parto. O Ricardo riu de mim e disse que é isso mesmo o que quase todo mundo acha, mas estamos todos errados. A placenta serve para nutrição, e juntamente com as membranas fetais auxilia na proteção, respiração e produção de hormônios. Quem se rompe durante o trabalho de parto é a chamada membrana amniocoriônica.
Temei conhecimento também de uma estrutura chamada Decídua, que nada mais é que o endométrio gravídico. Ela se divide em três partes: decíduas basal, capsular e parietal. Em resposta ao aumento da progesterona no sangue materno, as células do tecido conjuntivo da decídua aumentam para formar as células deciduais de coloração pálida. Essas células se ampliam à medida que o glicogênio e lipídios se acumulam em seu citoplasma. As alterações celulares e vasculares que ocorrem na decídua durante a gravidez são denominadas reação decidual. Muitas células deciduais são degeneradas próximo do saco coriônico na região do sinciciotrofoblasto e, juntamente com o sangue materno e secreções uterinas, fornecem uma rica fonte de nutrição para o embrião.
Depois dessa longa conversa, fomos avaliar o ultrassom do meu filhinho, vimos que está tudo bem com ele e com Júlia. O Dr. me disse que qualquer dúvida a mais que eu tiver sobre algum desses assuntos, posso procura-lo. E como não me canso de obter conhecimentos, logo voltarei aqui para contar a vocês tudo o que eu descobri. Abraços! 

Uma triste surpresa.

Boa tarde pessoal, aqui é o André. Quero registrar hoje uma notícia inesperada. Júlia foi fazer mais um ultrassom, ela está na 12ª semana de gestação. O Dr. Ricardo nos informou que nosso bebê nasceria com fenda labiopalatina. Mesmo com grande instrução da parte dele, sobre tratamentos, o que esperar no nascimento, sobre a rotina diferenciada que teríamos e indicação para acompanhamento com psicólogos, decidi procurar mais informações e compartilhá-las com vocês. 
Popularmente conhecida como lábio leporino, a fissura labiopalatina é uma abertura na região do lábio e/ou palato do recém-nascido ocasionada pelo não fechamento destas estruturas na fase embrionária, isto é, entre a 4ª e a 12ª semana de gestação. As fissuras podem ser unilaterais ou bilaterais e variam desde formas mais leves como cicatriz labial ou úvula bífida (úvula aparece partida em duas), restringir-se ao lábio ou estender-se até o sulco entre os dentes incisivo lateral e canino, atingir a gengiva, o maxilar superior e alcançar o nariz. As fissuras podem deixar o canal oral em contato com o nasal.
As fendas possuem diferentes causas. As do lábio e da maxila anterior resultam de um desenvolvimento imperfeito do palato embrionário primário. Frequentemente, quando essas fendas ocorrem, a deformação do desenvolvimento facial impede o contato das cristas palatinas, quando elas giram para a posição horizontal, de tal forma que as fendas do palato primário são frequentemente acompanhadas pelas do palato secundário (duro e mole).
Não há um fator específico que possa ser responsável pelas fendas labiais e palatinas. Porém, há um conjunto de aspectos que são co-responsáveis pela alteração embriogênica nos dois primeiros meses de gestação. Sendo eles, genes mutantes, que justificam a  ocorrência dessas deformidades associadas a outras
síndromes raras, principalmente envolvendo alterações congênitas dos membros; por aberrações cromossômicas, quando ocorrem associadas a síndromes como a D-trissomia; por agentes teratogênicos, medicamentos, estresse, quando agindo em um embrião predisposto geneticamente, seriam responsáveis por uma pequena proporção dos casos; e também por herança multifatorial, a maior parte dos casos se enquadra nesta categoria,
sendo em condições sistêmicas como diabete materna, a idade avançada dos genitores e o fumo, também tem uma relação predisponente as fissuras lábio palatinas.
Como Júlia não se enquadra nos fatores que podem causar a doença, imaginamos que seja um fator genético. Pais de uma criança com fissura labiopalatina podem não apresentar a fissura e tampouco um histórico familiar para esse tipo de má-formação, mas, ao gerarem uma criança com fissura de lábio e palato, constata-se que eles possuem genes para formação da mesma.
Se vocês estão se perguntando como saber se a fissura será labial ou palatina, isso só é possível diagnosticar após o nascimento, o obstetra diz imediatamente. A fissura labial é facilmente reconhecível. Uma fissura palatina pode variar em tamanho, desde uma pequena fenda até um grande orifício no céu da boca, e se tornará aparente logo após o nascimento, se não de imediato. Quando um bebê com fissura palatina tenta se alimentar, os alimentos líquidos podem sair pelo seu nariz, problema esse, que pode ser controlado com o auxílio de mamadeiras especiais e outros cuidados, até que o bebê tenha idade suficiente para ser submetido à cirurgia.
Fechar uma fissura labial através de cirurgia é mais simples do que corrigir uma fissura palatina. O procedimento é geralmente realizado nos três ou quatro primeiros meses de vida e a cicatriz tende a desaparecer com o passar do tempo.
No caso de uma fissura palatina, a cirurgia é adiada até que a criança complete um ou dois anos de vida, quando o maxilar superior já alcançou seu crescimento normal. Se o problema é extenso, a cirurgia pode ser adiada até que a criança atinja cinco a sete anos, a fim de evitar problemas estruturais. Em alguns casos a cirurgia não é possível ou pode não fechar totalmente a fenda. Nestes casos, um aparelho parecido com uma dentadura, chamado de obturador, é feito a fim de encobrir a abertura e permitir que a criança se alimente naturalmente.
Dependendo da gravidade da fissura palatina, podem ser necessárias cirurgias múltiplas no decorrer de um longo período. Um cirurgião plástico e/ou bucomaxilo-facial realiza uma cirurgia corretiva na face, enquanto que um cirurgião-dentista, cirurgião geral, otorrinolaringologista e/ou ortodontista fazem aparelhos para corrigir quaisquer defeitos.
É isso pessoal, eu, como pai, nessas horas gostaria de ter feito medicina, ser um cirurgião, ou até mesmo dentista, pois toda instrução que posso ler parece pouca diante da preocupação que surge desde o primeiro dedo do pé ao último fio de cabelo do meu bebê que está por vir.
E por meio desta pesquisa, tento ao máximo estar preparado para todo o cuidado que ele merece.
Estamos todos tristes, mas juntando forças para superar mais este obstáculo e ver nosso pequenino ou pequenina crescer feliz. Abraços! 

Agradecimento

Então pessoal, aqui é a Júlia, venho aqui dizer que o dia tão especial finalmente chegou e eu finalmente conseguir ver e conhecer essa peq...